quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Desativados para manutenção!


Estamos trabalhando para a melhor apresentação e funcionamento do Blog, para que vocês, leitores, tenham uma melhor recepção. Espero que entendam. Atenciosamente, equipe Na Minha Prateleira. 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Resenha Estilhaça-me - Tehereh Mafi




Título: Estilhaça-me 
 Autora: Tahereh Mafi
Editora: Novo Conceito.
Juliette não toca alguém a exatamente 264 dias. A última vez que ela o fez, que foi por acidente, foi presa por assassinato. Ninguém sabe por que o toque de Juliette é fatal. Enquanto ela não fere ninguém, ninguém realmente se importa. O mundo está ocupado demais se desmoronando para se importar com uma menina de 17 anos de idade. Doenças estão acabando com a população, a comida é difícil de encontrar, os pássaros não voam mais, e as nuvens são da cor errada. O Restabelecimento disse que seu caminho era a única maneira de consertar as coisas, então eles jogaram Juliette em uma célula. Agora muitas pessoas estão mortas, os sobreviventes estão sussurrando guerra – e o Restabelecimento mudou sua mente. Talvez Juliette é mais do que uma alma torturada de pelúcia em um corpo venenoso. Talvez ela seja exatamente o que precisamos agora. Juliette tem que fazer uma escolha: ser uma arma. Ou ser um guerreiro.
Juliette não é uma pessoa comum. Há 264 dias sua vida se resume a uma pequena cela escura, muda e isolada do resto do mundo. Isto porque Juliette tem um problema dom: seu toque é mortal poderoso. E é justamente por conta dele que ela está ali, confinada.
Foi tudo muito rápido e sem querer. Em um minuto ela estava tentando ajudar o menino e, no minuto seguinte, ele estava morto. Ela era uma assassina. Se antes seus pais já a consideravam um erro, esta foi a gota d’água. Juliette estava confinada e entregue ao Restabelecimento.
Mas as coisas mudam quando o belíssimo misterioso Adam é largado dentro da cela. Ela não sabe o motivo dele estar ali, mas – apesar do receio inicial – sente-sesecretamente grata por ter um contato com o mundo há muito esquecido.
cubículo mundo de Juliette dá uma guinada de 180º quando os dois são libertados e ela se vê nas mãos de Warner, o jovem líder de sua “região”. Ao que parece, agora ela é uma poderosa arma a ser usada contra os inimigos e não mais uma ameaça a sociedade.
Não é como de ela tivesse uma escolha. Warner a quer a seu lado e o projeto do Restabelecimento não pode fracassar. E é o futuro de Juliette, sua nova vida e suas reviravoltas que acompanhamos com curiosidade até o fim – narrado pela própria.
O fato da história nos ser contada em primeira pessoa limita muito nosso conhecimento do universo ao redor da protagonista – afinal, ela está confinada há muito tempo! Então senti MUITA falta de um background caprichado. O livro é uma distopia, mas só conseguimos identificar através de alguns comentários, digamos que não somos “formalmente apresentados”.
Gostaria de contar mais da história para vocês, mas como achei algumas partes dedutíveis, fiquei com medo de falar demais e estragar a surpresa. Surpresa, aliás, que tive durante a leitura… Porque assumo: achei que fosse gostar menos do livro.
A narrativa (com várias frases riscadas, a exemplo deste post) não me incomodou. Na verdade, as repetições de palavras de Juliette me irritaram muito mais. Acho que infantilizaram desnecessariamente a protagonista [Imito: "Seus olhos eram tão tão tão tão tão azuis"], empobrecendo ligeiramente a narrativa.
Mas de alguma forma, mesmo tendo um neon imenso berrando “X-Men” para mim o livro todo, consegui ser envolvida pela história. Passei momentos de tensão, torci para Juliette, suspirei com Adam, odiei [e odeio odeio odeio] Warner, e até me emocionei. Gostei mais do que esperava, sim, mas também não foi nada de outro mundo.
Tahereh soube contar sua história – apesar de arrastar alguns trechos – e ganhou muitos pontos ao não tornar o romance o ponto central. Juliette e seu poder são o centro, é por causa e a partir dele que a vida de muita gente muda, inclusive a dela própria… E este foi só o primeiro livro! Que venha o segundo! :)

Resenha feita por Livros e Bolinhos. 

Resenha A Culpa é das estrelas - John Green


 Editora: Intrínseca
Autor: John Green
Páginas: 283
Em A Culpa é das Estrelas, Hazel é uma paciente terminal de 16 anos que tem câncer desde os 13. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.
Antes de começar a resenha, eu preciso compartilhar a minha historia de amor
stalker   com o John Green. Estava eu lá feliz e contente lendo milhões de blogs literários e eis que me deparo com o NUPE , que agora é um dos meus blogs preferidos,  e as meninas do NUPE não paravam de falar o quanto o John Green é maravilhosamente foda e que todo mundo deveria ler algo dele. Então, lá fui eu pesquisar sobre o John, e descubro que ele e o irmão dele tem um vlog, pronto, me apaixonei. Sério, não de um jeito, quero me casar com o John Green, se estivéssemos no Japão eu chamaria ele de John-sama (explicação rápida: quando você usa o sufixo  -sama, quer dizer que você meio que endeusa a pessoa, é uma forma de tratamento que demonstra grande respeito.) Sou fã do John Green sem nem ao menos ter lido um livro dele. A Culpa é das estrelas é o primeiro livro que eu leio do John, e saibam, fiquei com medo de lê-lo, porque imagine que você é fã de um autor, mas nunca leu nada dele e ai quando você lê alguma coisa, o livro é uma droga. Nossa, seria o fim do mundo, mas que bom que o John não me decepcionou.
A culpa é das estrelas é um livro YA, mas não qualquer YA que você encontra aos montes por aí, esse livro trata de um tema delicado, que é o câncer, de forma doce, divertida e até mesmo engraçada. Hazel tem um câncer no pulmão e isso faz com que ela precise andar sempre com um tanque de oxigênio. Sua mãe acha que apesar da sua filha ir para a faculdade (sim, a Hazel já está na faculdade) e ter uma vida relativamente normal, ela está em depressão e por isso manda sua filha para um grupo de apoio (nem preciso dizer que a Hazel odeia ir para lá), mas um dia aparece Augustus, um cara lindo e maravilhoso que não tira os olhos de Hazel.
 Tudo começa no  instante que Hazel conhece Augustus, que é de longe um dos melhores personagens que eu já conheci –  na verdade, a Hazel e o Augustus é o um dos melhores casais que eu já li. John Green tem um jeito muito honesto de escrever, e mostra tudo como realmente é, sem romantizar
quase nada. Por exemplo, em outros livros, só pelo fato dela ter câncer e dele já ter tido a doença, iria virar um açúcar só, ela estaria conformada de estar morrendo, mas ele não e daí eles lutariam juntos contra a doença dela. Mas em A culpa é das estrelas, John mostra como é uma merda estar morrendo, especialmente para um adolescente.
Augustus é um cara filosófico, é charmoso e, deuses, como ele se acha. É muito divertido ver ele falando sobre o sentido das coisas ou até mesmo dele falando dele mesmo, mas ele ganhou o meu coração com o seu jeito sincero. Ele sempre dizia a verdade, não importa o momento.
A Hazel é super inteligente e engraçada, mas não uma engraçada Augustus, uma engraçada mais sombria, afinal, você não esperava que ela fosse feliz e saltitante com um câncer no pulmão, esperava? Adoro o jeito como ela admira o autor de Uma aflição imperial, o Peter Van Houten, seria mais ou menos como eu me sinto com o John Green.
Ah! E eu queria destacar as minhas personagens secundárias preferidas, que são a mãe e o pai da Hazel e Issac, o amigo do Augustus que tem câncer no olho e é extremamente sarcástico.
- Conte a Hazel da ida ao médico.
O Isaac apoiou uma das mãos na mesa de biscoitos e virou o olho enorme para mim.
- Tá, é que eu fui ao médico hoje de manhã e estava falando para o meu cirurgião que preferia ser surdo a ser cego. E ele disse: “Não é assim que as coisas funcionam.” Aí eu falei, tipo: “É, eu sei que não é assim; só estou dizendo que preferia ser surdo a ser cego se pudesse escolher, mas sei que não posso.” E ele: “Bem, a boa notícia é que você não vai ficar surdo.” Eu disse: “Obrigado por esclarecer que meu câncer no olho não vai me deixar surdo. É muita sorte minha ter um gênio como você me operando.”
O jeito de John escrever do John é fácil, bem humorado e encanta a todos.É romântico sem forçar nada e te faz pensar na vida e a valorizá-la.  As personagens são bem construídos e não caem na mesmice que são alguns livros jovens adultos. Um livro honesto, lindo, que te faz pensar “Que merda eu estou fazendo da minha vida?”, te faz chorar e rir e querer mais e mais.
Sabe aquele livro especial? Aquele livro que você quer que todo mundo leia e ame como você? Então, A Culpa é das estrelas é esse livro especial que todos deveriam ler, não importa a idade ou até mesmo o sexo (sei que tem muitos meninos que não leem esses livros por causa da capa ou do nome, mas leiam, esse livro é maravilhoso)
Resenha feita por "Blog das Resenhas."