quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Resenha Estilhaça-me - Tehereh Mafi




Título: Estilhaça-me 
 Autora: Tahereh Mafi
Editora: Novo Conceito.
Juliette não toca alguém a exatamente 264 dias. A última vez que ela o fez, que foi por acidente, foi presa por assassinato. Ninguém sabe por que o toque de Juliette é fatal. Enquanto ela não fere ninguém, ninguém realmente se importa. O mundo está ocupado demais se desmoronando para se importar com uma menina de 17 anos de idade. Doenças estão acabando com a população, a comida é difícil de encontrar, os pássaros não voam mais, e as nuvens são da cor errada. O Restabelecimento disse que seu caminho era a única maneira de consertar as coisas, então eles jogaram Juliette em uma célula. Agora muitas pessoas estão mortas, os sobreviventes estão sussurrando guerra – e o Restabelecimento mudou sua mente. Talvez Juliette é mais do que uma alma torturada de pelúcia em um corpo venenoso. Talvez ela seja exatamente o que precisamos agora. Juliette tem que fazer uma escolha: ser uma arma. Ou ser um guerreiro.
Juliette não é uma pessoa comum. Há 264 dias sua vida se resume a uma pequena cela escura, muda e isolada do resto do mundo. Isto porque Juliette tem um problema dom: seu toque é mortal poderoso. E é justamente por conta dele que ela está ali, confinada.
Foi tudo muito rápido e sem querer. Em um minuto ela estava tentando ajudar o menino e, no minuto seguinte, ele estava morto. Ela era uma assassina. Se antes seus pais já a consideravam um erro, esta foi a gota d’água. Juliette estava confinada e entregue ao Restabelecimento.
Mas as coisas mudam quando o belíssimo misterioso Adam é largado dentro da cela. Ela não sabe o motivo dele estar ali, mas – apesar do receio inicial – sente-sesecretamente grata por ter um contato com o mundo há muito esquecido.
cubículo mundo de Juliette dá uma guinada de 180º quando os dois são libertados e ela se vê nas mãos de Warner, o jovem líder de sua “região”. Ao que parece, agora ela é uma poderosa arma a ser usada contra os inimigos e não mais uma ameaça a sociedade.
Não é como de ela tivesse uma escolha. Warner a quer a seu lado e o projeto do Restabelecimento não pode fracassar. E é o futuro de Juliette, sua nova vida e suas reviravoltas que acompanhamos com curiosidade até o fim – narrado pela própria.
O fato da história nos ser contada em primeira pessoa limita muito nosso conhecimento do universo ao redor da protagonista – afinal, ela está confinada há muito tempo! Então senti MUITA falta de um background caprichado. O livro é uma distopia, mas só conseguimos identificar através de alguns comentários, digamos que não somos “formalmente apresentados”.
Gostaria de contar mais da história para vocês, mas como achei algumas partes dedutíveis, fiquei com medo de falar demais e estragar a surpresa. Surpresa, aliás, que tive durante a leitura… Porque assumo: achei que fosse gostar menos do livro.
A narrativa (com várias frases riscadas, a exemplo deste post) não me incomodou. Na verdade, as repetições de palavras de Juliette me irritaram muito mais. Acho que infantilizaram desnecessariamente a protagonista [Imito: "Seus olhos eram tão tão tão tão tão azuis"], empobrecendo ligeiramente a narrativa.
Mas de alguma forma, mesmo tendo um neon imenso berrando “X-Men” para mim o livro todo, consegui ser envolvida pela história. Passei momentos de tensão, torci para Juliette, suspirei com Adam, odiei [e odeio odeio odeio] Warner, e até me emocionei. Gostei mais do que esperava, sim, mas também não foi nada de outro mundo.
Tahereh soube contar sua história – apesar de arrastar alguns trechos – e ganhou muitos pontos ao não tornar o romance o ponto central. Juliette e seu poder são o centro, é por causa e a partir dele que a vida de muita gente muda, inclusive a dela própria… E este foi só o primeiro livro! Que venha o segundo! :)

Resenha feita por Livros e Bolinhos. 

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